EDITORIAL

Lutar para vencer a extrema-direita fascista

Com muita luta garantimos Haddad e Manuela no segundo turno com a força de Lula, do PT e seus aliados, dos movimentos populares do campo e da cidade, da vanguarda organizada da classe trabalhadora.

Para vencer devemos aprofundar a polarização com o golpismo, mostrar que Bolsonaro é a continuidade piorada de Temer, trazer Lula de volta à campanha com toda a memória política e afetiva que representa, mostrar que Haddad é quem pode trazer de volta o legado de Lula e fazer ainda mais, revogando o entulho golpista resgatando e conclamando a classe trabalhadora a defender seus direitos em uma cruzada em defesa do povo brasileiro, da classe trabalhadora, dos pobres e dos excluídos. Nossa pauta é trabalhista, é social, é democrática.

Haddad com o PT, as forças democráticas e os movimentos populares são quem podem mudar o sistema em favor do povo. E a primeira mudança é, exatamente, revogar tudo aquilo que o governo golpista fez contra o povo.
Para vencer é preciso mostrar ao povo o “mito” nu. Bolsonaro é Temer, é golpista, votou a favor da reforma trabalhista, da terceirização irrestrita e do congelamento dos investimentos em saúde e educação, da entrega do pré-sal e das reservas petrolíferas aos estrangeiros.

Bolsonaro é um farsante se apresentando como candidato anti-sistema. Ele é o pior do sistema político. Ele é, na verdade, o candidato do sistema, dos interesses estrangeiros e da classe dos capitalistas.

Bolsonaro e os golpistas defendem não só manter todo o entulho de Temer como aprofundá-lo com a destruição de mais direitos como o fim do 13º salário e a destruição da previdência.

Nós temos que lembrar como o país era melhor na época do Lula, como o PT governou para os trabalhadores e para os pobres. Bolsonaro manipula o discurso da moral e dos bons costumes, do ódio, da exacerbação da violência e surfa no antipetismo meticulosamente construído e amplamente disseminado pela mídia, pelos partidos de centro-direita, pelas forças a serviço do grande capital.

Bolsonaro e sua turma são na verdade o que de pior existe no sistema: o ultra neoliberalismo associado ao autoritarismo e à violenta política. E nossa resposta deve ser colocar em primeiro lugar a defesa dos direitos econômicos, sociais e políticos conquistados pelo povo brasileiro.

Nossa campanha precisar ter como centro disputar o voto popular. Disputar o voto popular é colocar a pauta dos direitos econômicos e sociais em primeiro lugar, no centro da disputa. Trazer o inimigo para a arena da luta por direitos, sair do pântano das notícias falsas, das mentiras, do campo das imoralidades cientificamente disseminadas com o apoio milionário da direita internacional.

Precisamos em especial disputar o voto das mulheres trabalhadoras, das mulheres pobres, das mulheres negras, das mães e da juventude trabalhadora. São as mulheres e a juventude as primeiras a sentirem o peso do desemprego, da ampliação da miséria e da violência social.

A maioria do povo brasileiro perdeu com o golpe. Temos alguns dias para mostrar que com Bolsonaro o golpe abrirá uma etapa mais violenta para impor medidas contra a soberania nacional, contra os direitos sociais, contra as liberdades democráticas.

Nossa tarefa é derrotar o fascismo. Não podemos descansar, recuar, nem mediar diante da barbárie anunciada.

Uma eleição tão importante para o futuro do país não se ganha esperando pesquisas animadoras, nem se desesperando quando estas não chegam, a vitória vem da luta cotidiana, da disputa de cada voto, de cada mente, de cada coração.

Esta eleição pode ser ganha disputando o voto popular, redobrando os esforços que fizemos até agora, com brilho no olho, com a estrela no peito, nas ruas, de casa em casa, aonde o povo está e com a convicção de quem sabe que está do lado certo da história

DIREÇÃO NACIONAL DA ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA

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